O Realismo Fantástico do Desembarque na Normandia no Dia "D"

 

Steven Spielberg conseguiu retratar de forma muito realista o desembarque das tropas americanas na Normandia acontecimento que ficou conhecido como “Dia D”. Esta operação dos países aliados tinha por objetivo libertar a França da ocupação nazista e por fim ao poderio de Hitler. Estas cenas iniciais do filme O Resgate do Soldado Ryan é de uma força dramática muito chocante. O som estridente de uma batalha feroz com rajadas de metralhadoras, tiros de canhões e uma gritaria infernal onde soldados caiam às centenas tingindo a praia Omaha de vermelho e por todos os lados corpos a boiar inertes e mutilados. Mesmo recebidos sob forte ataque dos alemães, os soldados americanos ocupavam, metro a metro, a praia e conquistavam espaços até a liquidação total do exército inimigo e assim permitir que os aliados desembarcassem na França ocupada. Foi um Dia especial para a vitória das forças aliadas contra a tirania megalomaníaca de Hitler. Muito mais que libertar a França esta operação foi o início do fim da Segunda Guerra Mundial.

O filme tem esta sequência inicial de tirar o fôlego, mas a história a ser contada é ainda mais inacreditável: O capitão John Miller (Tom Hanks) é designado para a missão de resgatar o  soldado James Francis Ryan (Matt Damon), que era parte do pelotão de paraquedistas que caiu no lugar errado, podendo estar em qualquer lugar da França. O soldado Ryan pertencia à 101 Company 506 Regimen e era a altamente treinado para combater, mas acima de tudo, para defender pontos e objetivos estratégicos, como pontes, estradas, vilas e aldeias. Assim o Capitão Miller e seus homens partem em busca deste soldado desaparecido encontrando muitas dificuldades no caminho e inimigos por todos os lados. Encontrar e proteger o Soldado Ryan para que este pudesse voltar vivo para sua família era o objetivo principal já que seus outros irmãos foram mortos nesta mesma guerra.

Por ser um momento importante do filme e ter longa duração as cenas foram divididas em duas partes. Relembre e sinta o impacto deste momento crucial da história da humanidade:

1º  Vídeo

2º Vídeo

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Agora é o momento de puro romantismo deste blog. Evidentemente que um espaço que se dedica a falar, entre outras coisas, de Cenas Antológicas da sétima arte não poderia deixar de citar o filme ganhador de 11 Oscars da Academia de Cinema de Hollywood. Claro que estou me referindo a Titanic, dirigido por James Cameron que se autoproclamou “Rei do Mundo” ao receber as onze estatuetas em 1998. O filme é brilhante sob todos os aspectos: Direção de Arte primorosa; figurinos bem elaborados e fiéis à época, pela canção “My Heart Will Go On” na voz de Celine Dion (que tocou nas rádios até a exaustão); pela fotografia deslumbrante e é claro pelo desempenho de Leonardo DiCaprio e Kate Winslet.

Hoje muita gente torce o nariz ao falar de Titanic e dizem em alto e bom som que a música é “pegajosa” e “melosa” demais e que o “romantismo” exagerado entre Rose (Kate Winslet) e Jack (DiCaprio) tornou o filme muito clichê e coisa e tal. Danem-se! Ninguém ganha onze Oscar à toa! Na época de seu lançamento fez jorrar rios de lágrimas nas platéias pelo mundo inteiro e a famosa cena “I’M FLYNG, JACK” tornou-se clássica e memorável.

Deixe-se emocionar mais uma vez e “voe” com Jack e Rose neste momento inesquecível.

“I’M FLYNG, JACK!”

Só pra não deixar em branco cito a seguir os 11 Oscars (das 14 Categorias a que foi indicado) que Titanic recebeu em 1998:

Filme – James Cameron e Jon Landau

Direção – James Cameron

Direção de Arte – Peter Lamont e Michael D. Ford

Fotografia – Russell Carpenter

Mixagem de Som – Gary Rystorm, Tom Johnson, Gary Summers e Mark Ulano

Figurino – Deborah Lynn Scott

Edição de Som – Tom Bellfort e Christopher Boyes

Efeitos Visuais – Robert Legato, Mark A. Lasoff, Thomas L. Fischer e Michael Kanfer

Edição – James Cameron, Conrad Buff IV e Richard A. Harris

Trilha Sonora – James Horner

Canção Original – James Horner e Will Jennings por My Heart Will Go On

Mama Mia!

Publicado: 02/10/2010 em Musical

Um filme comovente com trilha sonora do grupo ABBA

Meryl Streep é fantástica mesmo cantando desafinada! Mas a interpretação visceral que ela faz ao cantar “The Winner Takes It All” no filme Mama Mia surpreende. O filme é uma delícia e com a trilha sonora toda ela baseada na obra do grupo ABBA é para os saudosistas e para quem, assim como eu, curte filmes musicais. Impossível ficar imóvel na poltrona enquanto se assiste a este “espetáculo” dirigido por Phyllida Lloyd. As músicas do ABBA são contagiantes e relembram os velhos e bons tempos dos bailes de sábados à noite.

A história é bem simples: Donna (Meryl Streep) é uma mãe solteira dona de um hotel na bela ilha grega de Kalokairi e sua filha Sophie está nos preparativos para o casamento. Para a festa Sophie convida três homens que tiveram um relacionamento com sua mãe no passado e que podem ser seu pai. A chegada destes homens arma a maior confusão na ilha e na festa. Ao som das canções do grupo ABBA as histórias vão surgindo e envolvendo o espectador. Paisagens belíssimas da Grécia são um convite para se assistir a este musical envolvente. Sem contar é claro o bônus de ter no elenco a sempre competente Julie Walters que está simplesmente hilária.

Poderia relembrar aqui vários momentos (e são muitos realmente) que merecem destaques pela coreografia, interpretação dos atores/cantores e as belas paisagens desta Grécia dos sonhos. Mas o momento marcante é, sem sombra de dúvida, a interpretação de Maryl Strepp ao cantar “The Winner Takes It All”

A produção cinematográfica dirigida por Richard Donner Super-Homem – O Filme, inspirou Gilberto Gil na música “Super-Homem – A Canção”. Não é pra menos. A cena em que o super-herói muda o curso da história para salvar sua amada Lois Lane é comovente e, acima de tudo, uma verdadeira prova de amor. Apesar de toda a tecnologia nos efeitos especiais eu realmente gosto muito desta cena. Emoldurada ainda com a excelente trilha sonora de John Williams ficou para sempre na mente e no coração dos apaixonados mundo a fora.

Um trecho da letra Super-Homem – A Canção em que Gilberto Gil faz referência à cena comentada acima.

“Quem sabe o super-homem venha nos restituir a glória
Mudando como um Deus o curso da história
Por causa da mulher”


Que Al Pacino é um excelente ator ninguém duvida. Seus trabalhos sempre são impregnados de verdade, convicção e interpretação soberba. Quem não se lembra de seu desempenho como o tenente-coronel Frank Slade no Filme Perfume de Mulher dirigido por Martin Brest?

Antes de morrer Frank Slade (Al Pacino) contrata o jovem Charlie Simms (Chris O’Donnell) para ajudá-lo a passar um fim de semana inesquecível em Nova York.

A Cena do tango ficou famosa pela plasticidade, pelo desempenho impecável dos bailarinos e é claro pela música “Por Una Cabeza” de Carlos Gardel e Alfredo Le Pera.

Por sua interpretação em Perfume de Mulher, Al Pacino recebeu o Oscar e o Globo de Ouro como melhor ator no ano de 1993.

União Perfeita Entre Roteiro, Interpretação e Trilha Sonora

A bela atriz Jennifer Connelly muito jovem já demonstra talento em seu primeiro trabalho de atriz no papel de Débora Gelly na obra prima de Sergio Leone Era Uma Vez na América. Pena que não escolheu com critério seus trabalhos posteriores e ainda não foi devidamente explorada como a atriz competente que é. Robert DeNiro está no seu auge como ator. Sua interpretação para o conturbado, apaixonado e arrependido David Aaronson é simplesmente arrasador.

Sergio Leone faz aqui uma obra prima sobre as escolhas que fazemos na vida e suas consequências. David Aaronson (Robert DeNiro) é um sujeito que amou perdidamente Debora Gelly mas não soube (por inúmeras circunstâncias e escolhas) mantê-la ou amá-la como gostaria. Preferiu seguir outro destino, mas sempre teve esperanças de conquistá-la ou mesmo fazer com que ela aceitasse viver em sua companhia mesmo agindo como gangster. Claro que um romance nestes termos é impossível e Debora resolve seguir seu rumo em busca da sua carreira de bailarina. Cada um segue então por caminhos opostos, mas sempre um amor latente a ligá-los por anos e anos de separação.

Muito mais que retratar este amor impossível e estas escolhas (erradas ou não) que fazemos na vida o filme retrata ainda o valor da amizade, do companheirismo e, acima de tudo, da cumplicidade nos atos e em assumir as responsabilidades.

A trilha sonora de Ennio Morricone é quase como um personagem deste drama humano. Impossível não sentir um aperto no coração ao ouvir o “Deborah’s Theme” e seguir o olhar perdido de David trinta e cinco anos depois ao relembrar os momentos da juventude onde “espiava” o bailado de Debora no bar do pai dela. Relembrar estes momentos e ter a perspectiva da perda e a certeza da impossibilidade de ter vivido um grande amor. Sempre fico muito emocionado ao relembrar esta cena.

O filme é fantástico na sua reconstituição de época numa direção de arte eficiente. A interpretação dos atores mirins igualmente interessantes e convincentes assim como a atuação de James Woods, Elizabeth McGovern, Treat Wiliams, Joe Pesci, Danny Aiello e James Russo. Sem sobra de dúvida o melhor filme de Gangster de todos os tempos.

Evidentemente que a cena aqui retratada é o momento em que David Aaronson relembra seu grande amor ao som da inesquecível obra prima “Deborah’s Theme” de Ennio Morricone.

Casablanca

Publicado: 25/09/2010 em Drama

Uma Obra-Prima em Preto & Branco

Casablanca é um daqueles filmes que você pode relembrá-lo de várias formas: Pela trilha sonora; pelo desempenho dos atores Humphrey Bogart, Ingrid Bergman e Claude Rains; pelos diálogos famosos; pela fotografia em preto e branco; pela reconstituição de época, pelos figurinos clássicos e românticos e é claro pela cena em que Ilsa Lund Laszlo pede a Sam para tocar “As Time Goes By”.

A sinopse do filme é a seguinte: A cidade de Casablanca, então localizada no Marrocos governado pela França de Vichy, era o penúltimo ponto na rota à América.

Os refugiados que ali residiam necessitavam de um visto (Letter of transit) para Portugal, e apenas em Lisboa embarcariam em um navio para o Novo Mundo. E um dos locais de encontro era o bar Rick´s.

Seu dono, Rick Blaine, é um homem que tenta não se envolver com a política, pois seu estabelecimento é frequentado por todos os tipos de clientes, como nazistas, aliados e ladrões, entre outros. Rick também é amigo do corrupto Capitão Renault.

Um dia um major alemão vai a Casablanca em busca de um ladrão que havia roubado duas letter of transit. O casal que necessitava destes documentos para sua fuga à América era Ilsa Lund e Victor Lazlo, importante líder da resistência tcheca.

“Sempre Teremos Paris”

A cena mais comentada e que ficou registrada na memória coletiva é justamente o momento em que Ilsa (Ingrid Bergman) pede ao pianista Sam (Dooley Wilson) que toque “As Time Goes By

Eis o pedido que marcou época:

Ilsa: – Toque uma vez, Sam. Pelos bons velhos tempos.

Sam: – Eu não sei o que você quer dizer, Senhorita Ilsa.

Ilsa: – Toque, Sam. Toque “As Time Goes By”.

Por esta razão, é esta a cena que vamos relembrar aqui neste espaço.