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Louca Obsessão

Publicado: 22/09/2010 em Suspense
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Nunca subestime a capacidade de adoração de um fã!

Nunca subestime a capacidade de “adoração” de um fã!

Louca Obsessão, Dirigida por Rob Reiner é um filme baseado no livro homônimo de Stephen Kink e conta a história de Paul Sheldon (James Caan) um escritor de sucesso que no livro que está para publicar “matou” o personagem principal de sua obra. Está em viagem pelo interior do país e sofre um acidente automobilístico e é salvo pela enfermeira Annie Wilkes (Kathy Bates) grande fã e assídua leitura de seus livros. Annie fica possessa ao saber que Paul matou o personagem mais famoso do livro e tenta, de todas as formas, convencê-lo a mudar de idéia. Claro que vê seus apelos recusados uma vez que o livro já está escrito e prestes a ser publicado. Pronto, está selada a sorte (ou no caso, o grande azar) do famoso escritor.

Annie Wilkes não se dá por vencida. Queima os originais e começa a torturá-lo de todas as formas para convencê-lo a reescrever o livro. No momento mais denso e dramático do filme ela faz a seguinte declaração a um perplexo e angustiado indefeso:

– Você já ouviu falar do antigo sistema das minas de diamantes de Kimberley?

Sem esperar resposta completa:

– A operação se chamava “Mancando”

Seguindo de um monólogo macabro deixando a platéia tensa e o perplexo Paul mais apavorado ainda. Após praticar o ato bárbaro de quebrar os pés de seu grande ídolo diz, com a face mais branda possível:

– Deus, eu te amo!

Esta cena é de dar calafrios na espinha! Por sua interpretação Kathy Bates recebeu em 1991 os seguintes prêmios na categoria de Melhor Atriz: Oscar, O Globo de Ouro e o CFCA Award.

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Uma obra-prima do suspense

Quando se fala em “Cenas Antológicas” é impossível não citar o filme Psicose, do mestre do suspense Alfred Hitchock e a famosa cena no chuveiro. Esta cena já foi copiada e homenageada por outros diretores mundo a fora. Na internet existem inúmeros vídeos satirizando esta cena memorável. Ao citar a cena do chuveiro o que lhe vem à mente em primeiro lugar? A trilha incidental em sons agudos de violinos a penetrar seus ouvidos ou o assassinato da loira na banheira? Proponho a você o seguinte exercício: Veja a cena sem o som ou escute a trilha sonora sem ver o assassinato no chuveiro. O resultado é impressionante, não?  É impossível desvincular um do outro. Já vi esta cena com outra trilha é não é a mesma coisa. Já ouvi esta trilha em outra cena e igualmente ficou deslocada. Um caso de união perfeita que só a genialidade de Hitchock pode criar.

O mais interessante é que esta cena é de uma simplicidade absoluta em termos visuais já tão acostumados que estamos em assistirmos violência explícita e em cores muito fortes. Note que o espectador não vê os cortes da faca no corpo e nos braços de Marion Crane (Janet Leigh) enquanto ela tenta proteger-se. Em nenhum momento ela aparece ferida ou desfigurada. Apesar de já existir o filme colorido o diretor optou por filmar em preto e branco para não chocar o público ao ver o sangue vermelho a escorrer pelo ralo. A tal “Violência” é mais subjetiva na percepção de cada espectador do que uma cena “explícita” de ferimentos e sangue. Todavia Hitchock conseguiu criar uma cena antológica de medo e suspense que permanecem na memória do espectador até hoje.

Para quem não viu o filme a sinopse é a seguinte: Secretária (Janet Leigh) rouba 40 mil dólares para se casar. Durante a fuga, erra o caminho e chega em um velho motel, onde é amavelmente atendida pelo dono (Anthony Perkins), mas escuta a voz da mãe do rapaz, dizendo, que não deseja a presença de uma estranha. Mas o que ouve é na verdade algo tão bizarro, que ela não poderia imaginar que não viveria para ver o dia seguinte.

Por tudo isso minha homenagem ao grande mestre: